A série juvenil “Morangos com Açúcar” da TVI é um claro exemplo dos malefícios do açúcar, é só reparar no “tamanho” que a série já leva!!
É incompreensível, quando se podia ter optado pelo nome de “Morangos com Adoçante”! A série seria mais pequena, logo os episódios seriam menos e todos ganharíamos com isso, pois nem daria tempo de se formar qualquer Boysband. Mas mais incompreensível é a passividade do Ministério da Saúde perante este panorama!!
Por outro lado tenho esperança… Tenho esperança que pelo andar da carruagem “Morangos com Açúcar” ultrapasse as centenas de episódios da série dos anos 80 – “Dallas”! Talvez cheguem aos 923 episódios!
Espero também que se esgotem os locais em Portugal para as filmagens (visto que correm o país todo) e um dia se possa assistir a episódios rodados em Marte! Tenho esperança.
O conteúdo deste Blog está protegido por lei. É expressamente proibida qualquer espécie de cópia ou plágio de textos, imagens ou ideias. Quem o fizer arrisca-se a que eu contrate um grupo de jovens delinquentes ou de licenciados sem emprego para vos bater, ou então espanco-vos eu. Dou-vos pontapés na boca do estomago, murros nas ventas e cotoveladas na cabeça. E no fim ainda passo recibo.
segunda-feira, novembro 21, 2005
quarta-feira, novembro 09, 2005
Pão com Manteiga
“O pão do pobre cai sempre com a manteiga para baixo!” – Porquê?! Esta é uma questão intemporal, para a qual ainda nenhuma comunidade de cientistas encontrou uma explicação consensual ou plausível!
Segundo um estudo da Universidade do Tenesse (que fica paredes meias com a destilaria do Whiskey “Jack Daniels”) este facto ocorre devido à rápida reprodução das enzimas contidas na manteiga, durante a queda do pão.
Já a Associação dos Amigos de Explanada defende que é devido à cevada que entra na concepção do pão.
Opinião diferente tem a equipa de cientistas do Departamento de Investigação Espacial da NASA, que considera que tudo se deve ao movimento de rotação do pão, em simultâneo com a Força de Gravidade exercida pelo magnetismo do planeta, que actua directamente sobre os núcleos das Moléculas Compósitas que constituem parte integrante dos Lípidos, sem nunca por de parte, toda a influência da composição do utensílio utilizado para barrar a manteiga nesse mesmo pão.
Parece que as teorias divergem.
Quanto a mim, enquanto nada se resolve, vou adoptando as soluções que encontrei (sozinho, sem ajuda, sem cábulas, sem rede):
Solução 1 - barrar os dois lados do pão, assim um dos lados com manteiga ficará sempre para cima;
Solução 2 - esperar que o pão caia, para depois barrar a manteiga no lado que ficou para cima.
Até agora tem resultado, pois se vou estar a espera de uma solução cientifica, bem podia limitar-me ao doce de morango da minha avó!…
Segundo um estudo da Universidade do Tenesse (que fica paredes meias com a destilaria do Whiskey “Jack Daniels”) este facto ocorre devido à rápida reprodução das enzimas contidas na manteiga, durante a queda do pão.
Já a Associação dos Amigos de Explanada defende que é devido à cevada que entra na concepção do pão.
Opinião diferente tem a equipa de cientistas do Departamento de Investigação Espacial da NASA, que considera que tudo se deve ao movimento de rotação do pão, em simultâneo com a Força de Gravidade exercida pelo magnetismo do planeta, que actua directamente sobre os núcleos das Moléculas Compósitas que constituem parte integrante dos Lípidos, sem nunca por de parte, toda a influência da composição do utensílio utilizado para barrar a manteiga nesse mesmo pão.
Parece que as teorias divergem.
Quanto a mim, enquanto nada se resolve, vou adoptando as soluções que encontrei (sozinho, sem ajuda, sem cábulas, sem rede):
Solução 1 - barrar os dois lados do pão, assim um dos lados com manteiga ficará sempre para cima;
Solução 2 - esperar que o pão caia, para depois barrar a manteiga no lado que ficou para cima.
Até agora tem resultado, pois se vou estar a espera de uma solução cientifica, bem podia limitar-me ao doce de morango da minha avó!…
terça-feira, novembro 01, 2005
Mudanças
O casamento é um grande responsável por mudanças na vida das pessoas! E não me refiro apenas à mudança de móveis. São vários tipos de mudanças, desde a mudança de casa, hábitos, aparência física, clube de futebol (!) e até tendências sexuais!! Isto só para enumerar alguns.
Mas como o casamento é algo de muito importante (?) na vida de todos, aqui vão descritos os mais frequentes:
- A mudança de casa e móveis, pois “quem casa, quer casa” diz o ditado, e é verdade, geralmente quando se casa já está adquirida uma habitação. E claro, uma casa implica móveis, o que significa mais um round na concorrência entre indianos e a Moviflor.
- Mudança de clube de futebol!! Isto só é possível nas mulheres! Nos homens não acredito que aconteça. Se bem que hoje em dia já vai havendo jovens mulheres que se interessam mais por futebol, sendo logo cedo adeptas de um clube. Aí a mudança será menos provável.
Talvez a justificação para que uma esposa mude de clube seja o facto de, mesmo que nunca se tenha interessado muito por futebol, geralmente por influência do seu pai ou outro familiar, sempre ter sentido alguma simpatia pelo clube deste. E chegando à fase do namoro é possível que tenha surgido alguma indecisão acerca do clube a torcer, devido ao facto do namorado ser adepto de um clube diferente, tal como a dúvida que a muitas aparece sobre se deveria antes aceitar casar com o filho da vizinha, que até é formado e bom rapaz porque não fuma e nunca sai a noite!…
Mas após o casamento, quando uma esposa concorda com a assinatura da Sport TV, para que o marido não tenha desculpa para estar tanto tempo no café, então sim, definitivamente mudará para o clube do marido, seja este qual for, pois uma coabitação com os grunhidos típicos de um adepto de um clube de futebol, a isso obrigam. Não é fácil!
- Mudança de aspecto físico. Acontece a muitos terem de começar a contar com números maiores nas etiquetas da roupa, assim como um maior stock de desodorizantes, e há medida que os anos passam, uma crescente dificuldade em atar os atacadores. Havendo casos até de alguns senhores sentirem necessidade de usarem o espelho não só para se pentearem!… Mais não digo…
Algumas senhoras ainda se podem desculpar da gravidez. Mas mesmo assim… não sei se essa desculpa serve.
- “Cabides” extra. Ora aqui está uma mudança que ainda tem relação com a do ponto anterior e se funde também com o próximo.
Apesar de este facto não acontecer só a casados, tem uma boa ligação com o casamento. Não são poucas as vezes em que um dos elementos do casal se lembra de oferecer ao conjugue um belo par de cabides extra, talvez pensando que os que estão atrás da porta da casa de banho já não chegam…
- Sexo. Necessidade / curiosidade / ânsia de ter novas experiências sexuais. Desde os casos em que há a participação dos dois membros do casal, como o swing - troca de casais (para quem não entende palavras estrangeiras), como as experiências individuais que também podem ter a presença do conjugue, ou não (mas neste caso, sem o conjugue saber, já é o típico “saltar a cerca” ou a “facada no matrimónio”, aí já entram os “cabides”).
Mais curioso não deixa de ser o facto de muitas destas experiências, ou vontade de as ter, serem com pessoas do mesmo sexo!! Experiências homossexuais! Experiências lésbicas! Experiências gays! Experiências boiolas! Experiências rabetas!...
E fico-me por aqui senão tenho a Opus Gay, o Cândido Mota, o Cláudio Ramos, o José Castelo Branco e afins a processarem-me por heterossexualidade, difamação, descriminação, injúria, abandono de animais ou até por algum erro ortográfico!
O que eu sei é que muitos “picam” e depois não largam o anzol! (Qualquer semelhança com o caso de Alex “Mr. Gay, já não sou uma criança” não é pura coincidência…)
P.S. Peço desculpa pelo comprimento do texto mas o tamanho realmente interessa, e a ideia é ter mais leitoras, por isso…
Mas como o casamento é algo de muito importante (?) na vida de todos, aqui vão descritos os mais frequentes:
- A mudança de casa e móveis, pois “quem casa, quer casa” diz o ditado, e é verdade, geralmente quando se casa já está adquirida uma habitação. E claro, uma casa implica móveis, o que significa mais um round na concorrência entre indianos e a Moviflor.
- Mudança de clube de futebol!! Isto só é possível nas mulheres! Nos homens não acredito que aconteça. Se bem que hoje em dia já vai havendo jovens mulheres que se interessam mais por futebol, sendo logo cedo adeptas de um clube. Aí a mudança será menos provável.
Talvez a justificação para que uma esposa mude de clube seja o facto de, mesmo que nunca se tenha interessado muito por futebol, geralmente por influência do seu pai ou outro familiar, sempre ter sentido alguma simpatia pelo clube deste. E chegando à fase do namoro é possível que tenha surgido alguma indecisão acerca do clube a torcer, devido ao facto do namorado ser adepto de um clube diferente, tal como a dúvida que a muitas aparece sobre se deveria antes aceitar casar com o filho da vizinha, que até é formado e bom rapaz porque não fuma e nunca sai a noite!…
Mas após o casamento, quando uma esposa concorda com a assinatura da Sport TV, para que o marido não tenha desculpa para estar tanto tempo no café, então sim, definitivamente mudará para o clube do marido, seja este qual for, pois uma coabitação com os grunhidos típicos de um adepto de um clube de futebol, a isso obrigam. Não é fácil!
- Mudança de aspecto físico. Acontece a muitos terem de começar a contar com números maiores nas etiquetas da roupa, assim como um maior stock de desodorizantes, e há medida que os anos passam, uma crescente dificuldade em atar os atacadores. Havendo casos até de alguns senhores sentirem necessidade de usarem o espelho não só para se pentearem!… Mais não digo…
Algumas senhoras ainda se podem desculpar da gravidez. Mas mesmo assim… não sei se essa desculpa serve.
- “Cabides” extra. Ora aqui está uma mudança que ainda tem relação com a do ponto anterior e se funde também com o próximo.
Apesar de este facto não acontecer só a casados, tem uma boa ligação com o casamento. Não são poucas as vezes em que um dos elementos do casal se lembra de oferecer ao conjugue um belo par de cabides extra, talvez pensando que os que estão atrás da porta da casa de banho já não chegam…
- Sexo. Necessidade / curiosidade / ânsia de ter novas experiências sexuais. Desde os casos em que há a participação dos dois membros do casal, como o swing - troca de casais (para quem não entende palavras estrangeiras), como as experiências individuais que também podem ter a presença do conjugue, ou não (mas neste caso, sem o conjugue saber, já é o típico “saltar a cerca” ou a “facada no matrimónio”, aí já entram os “cabides”).
Mais curioso não deixa de ser o facto de muitas destas experiências, ou vontade de as ter, serem com pessoas do mesmo sexo!! Experiências homossexuais! Experiências lésbicas! Experiências gays! Experiências boiolas! Experiências rabetas!...
E fico-me por aqui senão tenho a Opus Gay, o Cândido Mota, o Cláudio Ramos, o José Castelo Branco e afins a processarem-me por heterossexualidade, difamação, descriminação, injúria, abandono de animais ou até por algum erro ortográfico!
O que eu sei é que muitos “picam” e depois não largam o anzol! (Qualquer semelhança com o caso de Alex “Mr. Gay, já não sou uma criança” não é pura coincidência…)
P.S. Peço desculpa pelo comprimento do texto mas o tamanho realmente interessa, e a ideia é ter mais leitoras, por isso…
quinta-feira, outubro 20, 2005
Resultado: MERDA
"EU QUERO SER COMO O BRUCE LEE
Eu quero ser como o Bruce Lee porque já pratiquei Karaté e já cheguei ao cinto laranja, portanto já sei o suficiente de Artes Marciais, até quase que faço a esparregata!! O que é o suficiente para acertar nos dentes de algum, até do Bruce Lee, que era um baixote!!
Outra das razões é porque as gajas, hoje em dia, gostam mais de homens sem pelos no peito! (Não foi assim que fui educado, mas pronto!)
E ainda pelo facto de poder ter um corpo mais definido, pois parece que hoje em dia, não se repara só na celulite das mulheres, mas também já se repara no pneu dos homens! Portanto, na praia táva-se bem: Eu todo definido e sem pelo, a fazer a minha “quase esparregata”! No Algarve tirava as “Camones” todas ao Zezé Camarinha! Isso era garantido. E depois se ele quisesse andar a porrada, dáva-lhe logo com a minha Cultura Marcial, e se ele fosse chamar os amigos dele fazia que nem o Bruce Lee no “Dragão Ataca”, quando limpa o sarampo a um grupo deles armados em Cow-Boys sem botas!
Mas as vantagens de ser o Bruce Lee não se resumem apenas ás capacidades fisicas e “de soco”, também poderei salientar a excelente capacidade vocal que “O Mestre” emanava, com aqueles gritos agudos (Kiays) com o fim de atormentar o opositor! Bem melhores que aqueles que o Nuno Guerreiro consegue! Mas não pensem que lhe quero tirar o lugar nos “Ala dos Namorados”. Até porque acho que o Bruce Lee não era gay! Se era isso muda tudo!... Fiquem lá com a viagem a Hong Kong e com os DVD’s."
Eu quero ser como o Bruce Lee porque já pratiquei Karaté e já cheguei ao cinto laranja, portanto já sei o suficiente de Artes Marciais, até quase que faço a esparregata!! O que é o suficiente para acertar nos dentes de algum, até do Bruce Lee, que era um baixote!!
Outra das razões é porque as gajas, hoje em dia, gostam mais de homens sem pelos no peito! (Não foi assim que fui educado, mas pronto!)
E ainda pelo facto de poder ter um corpo mais definido, pois parece que hoje em dia, não se repara só na celulite das mulheres, mas também já se repara no pneu dos homens! Portanto, na praia táva-se bem: Eu todo definido e sem pelo, a fazer a minha “quase esparregata”! No Algarve tirava as “Camones” todas ao Zezé Camarinha! Isso era garantido. E depois se ele quisesse andar a porrada, dáva-lhe logo com a minha Cultura Marcial, e se ele fosse chamar os amigos dele fazia que nem o Bruce Lee no “Dragão Ataca”, quando limpa o sarampo a um grupo deles armados em Cow-Boys sem botas!
Mas as vantagens de ser o Bruce Lee não se resumem apenas ás capacidades fisicas e “de soco”, também poderei salientar a excelente capacidade vocal que “O Mestre” emanava, com aqueles gritos agudos (Kiays) com o fim de atormentar o opositor! Bem melhores que aqueles que o Nuno Guerreiro consegue! Mas não pensem que lhe quero tirar o lugar nos “Ala dos Namorados”. Até porque acho que o Bruce Lee não era gay! Se era isso muda tudo!... Fiquem lá com a viagem a Hong Kong e com os DVD’s."
Foi este lindo texto que serviu para participar num concurso de uma rádio nacional, cujo tema era "Eu quero ser como o Bruce Lee".
Resultado: MERDA! Não ganhei nada e nem um telefonema ou um mail, nem que fosse a classificar de uma forma pejorativa, jocosa e porca o meu lindo texto, que tantos minutos levei a dar à luz enquanto em simultâneo fazia umas pesquisas pela internet!!
Porque será? Terá havido melhores?!
Só me apetece é citar-me a mim próprio: "Fiquem lá com a (badalhoquice da) viagem a Hong Kong e com os (f***** da p*** dos) DVD’s."
Muito provavelmente os DVD's não estavam rebobinados e Hong Kong estará debaixo do regime da Gripe das Aves!
Ainda bem que não ganhei! Ainda bem!... Ainda bem mesmo!!!...
domingo, outubro 16, 2005
Street Racing
sábado, outubro 15, 2005
Gripe das Aves
terça-feira, outubro 11, 2005
sexta-feira, outubro 07, 2005
União Europeia

Quando constantemente se fala na crescente violência domestica no nosso país, a adesão da Turquia para a "familia europeia" poderá vir mudar esse panorama. Mas para pior! De violência domestica passaremos a ter violência pública ou violência a tempo inteiro! Pois lá para aqueles lados é um "ver se te avias", é em plena rua e tudo! A Turquia será boa ideia? Principalmente quando os portugueses têm a mania de adoptar os maus exemplos dos outros!
quarta-feira, outubro 05, 2005
domingo, outubro 02, 2005
Campanhas Politicas
Estou farto de ser acordado (principalmente ao fim-de-semana) ao som de megafones montados em carros de campanha dos candidatos ás próximas Autárquicas: “Vota não-sei-das-quantas”; “Votar não-sei-quê é votar na mudança”; “Votar no partido “x” é escolher o progresso”; “Vote na coisa-da-prima para um Concelho com qualidade de vida”…
F***-se, já chateia! Merda para as campanhas e para os políticos!
Deviam de haver campanhas anti-campanhas! Eu era logo o primeiro!
Campanhas essas que consistiriam em circular em Chaimites e Tanques de Guerra que o Exercito já não utilize apoiados por helicópteros, e sempre que se encontrasse um carro de campanha, seria alvo das miras e… BOUMMM!!!... Seria abatido em plena rua! Sem mais nem quê! Assim, sem espinhas! Toma lá e embrulha! Agora vai lá fazer campanha para a tua rua!
Acabava-se logo os despertares ás 13h da madrugada!
É certo que alguém se podia magoar ou morrer, podia alguém ficar com estilhaços cravados no sebo, ou ficar com uns membros a menos, ou até quem sabe, ficar em estado vegetativo. Mas a isso chamava-mos, utilizando linguagem militar: Danos Colaterais.
Assim escusava eu de ir para a janela transmitir a minha mensagem:
“- Ó filho da p**a, vai fazer campanha aos cornos do teu pai! Faz lá campanha aqui a ver se eu deixo! Seu parasita medieval! Eu votava era na tua mãe, ó monte de fertilizante natural!”
F***-se, já chateia! Merda para as campanhas e para os políticos!
Deviam de haver campanhas anti-campanhas! Eu era logo o primeiro!
Campanhas essas que consistiriam em circular em Chaimites e Tanques de Guerra que o Exercito já não utilize apoiados por helicópteros, e sempre que se encontrasse um carro de campanha, seria alvo das miras e… BOUMMM!!!... Seria abatido em plena rua! Sem mais nem quê! Assim, sem espinhas! Toma lá e embrulha! Agora vai lá fazer campanha para a tua rua!
Acabava-se logo os despertares ás 13h da madrugada!
É certo que alguém se podia magoar ou morrer, podia alguém ficar com estilhaços cravados no sebo, ou ficar com uns membros a menos, ou até quem sabe, ficar em estado vegetativo. Mas a isso chamava-mos, utilizando linguagem militar: Danos Colaterais.
Assim escusava eu de ir para a janela transmitir a minha mensagem:
“- Ó filho da p**a, vai fazer campanha aos cornos do teu pai! Faz lá campanha aqui a ver se eu deixo! Seu parasita medieval! Eu votava era na tua mãe, ó monte de fertilizante natural!”
sábado, outubro 01, 2005
Campónios Urbanos
A malta do campo!
A malta do campo, chama aos da cidade “os meninos da cidade” ou “betinhos da cidade”... Enquanto que para “os meninos da cidade” a malta do campo, ou província, são os Azeiteiros, Barrascos, Trabascões, Campónios, Matarroanos, Lavradores, etc… cuja escolaridade muitas vezes não chegou a metade do tempo da dos “meninos da cidade”, e por isso são muitas vezes pejorados por esse facto e principalmente pelo seu vocabulário, do qual gostaria de destacar a expressão: “Tenho ouvisto” (lindo!...).
Mas são os “meninos da cidade” que dizem prontos, portantos, há-des… São os “meninos da cidade” que:
- não sabem quando se escreve “ss” ou “-se”;
- trocam o “ç” com “ss” e vice-versa;
- confundem o “c” (sem cedilha) com “ç” (com cedilha) - não sabem que “c” antes de “e” ou “i” não se escreve com cedilha (!);
- há dificuldade em saber quando aplicar “s”e “z” (Gás ou gáz? Talvez ou talves?);
- nunca sabem se as palavras “têm” e “vêem” se escrevem com 1 ou 2 “e” e em qual deles se coloca o acento “^”!
Confuso?
Continuando. São os da cidade que começam a esquecer certas letras do Abecedário substituindo-as por “k” e “x” por tudo e por nada (Ah pois é! Principalmente as meninas!). Uma coisa é abreviar palavras, sempre se usou no Português, mas outra é inventar!... Para não falar nas expressões “de rua” que brotam constantemente: “…tipo, não sei se tás a ‘seber. É assim: esta malha dred do ‘sebem, tipo…”
É certo que a gramática “do campo” também não se recomenda na maioria dos casos, mas são os “meninos da cidade” que frequentam ou concluíram um curso superior, ou no mínimo concluíram o 12º ano, e que trabalham na cidade com pessoas formadas!
Quando for para educar uma criança, ou ajudá-la no TPC como vai ser?!
Também vamos todos necessitar de voltar a fazer ditados e palavras difíceis?! Talvez…
A malta do campo, chama aos da cidade “os meninos da cidade” ou “betinhos da cidade”... Enquanto que para “os meninos da cidade” a malta do campo, ou província, são os Azeiteiros, Barrascos, Trabascões, Campónios, Matarroanos, Lavradores, etc… cuja escolaridade muitas vezes não chegou a metade do tempo da dos “meninos da cidade”, e por isso são muitas vezes pejorados por esse facto e principalmente pelo seu vocabulário, do qual gostaria de destacar a expressão: “Tenho ouvisto” (lindo!...).
Mas são os “meninos da cidade” que dizem prontos, portantos, há-des… São os “meninos da cidade” que:
- não sabem quando se escreve “ss” ou “-se”;
- trocam o “ç” com “ss” e vice-versa;
- confundem o “c” (sem cedilha) com “ç” (com cedilha) - não sabem que “c” antes de “e” ou “i” não se escreve com cedilha (!);
- há dificuldade em saber quando aplicar “s”e “z” (Gás ou gáz? Talvez ou talves?);
- nunca sabem se as palavras “têm” e “vêem” se escrevem com 1 ou 2 “e” e em qual deles se coloca o acento “^”!
Confuso?
Continuando. São os da cidade que começam a esquecer certas letras do Abecedário substituindo-as por “k” e “x” por tudo e por nada (Ah pois é! Principalmente as meninas!). Uma coisa é abreviar palavras, sempre se usou no Português, mas outra é inventar!... Para não falar nas expressões “de rua” que brotam constantemente: “…tipo, não sei se tás a ‘seber. É assim: esta malha dred do ‘sebem, tipo…”
É certo que a gramática “do campo” também não se recomenda na maioria dos casos, mas são os “meninos da cidade” que frequentam ou concluíram um curso superior, ou no mínimo concluíram o 12º ano, e que trabalham na cidade com pessoas formadas!
Quando for para educar uma criança, ou ajudá-la no TPC como vai ser?!
Também vamos todos necessitar de voltar a fazer ditados e palavras difíceis?! Talvez…
quarta-feira, setembro 28, 2005
terça-feira, setembro 27, 2005
quinta-feira, setembro 15, 2005
Felicidade
Os benfiquistas constantemente fazem referência à grandeza do Benfica.
Analisando bem a coisa, até têm razão!
Vejamos:
- O Benfica é conhecido no mundo inteiro!
- O Benfica, quer ganhe ou perca, é a maior inspiração para as primeiras páginas dos jornais desportivos, para os críticos, para os cartoonistas… e conversas de café!
- O Benfica, quer ganhe ou perca, ajuda ao consumo; de jornais, televisão e até de minis e imperiais no café, pois é sempre motivo de conversa… de café!
- O Benfica é a razão de existirem clubes como Sporting CP e FC Porto!!
- O Benfica é a razão de a palavra “lampião” ter duplo significado.
- O Benfica é a principal inspiração quando os portistas cantam “Nós só queremos ver Lisboa a arder!”
- O Benfica serviu também de inspiração a Paulo Gonzo e aos UHF!
- O Benfica é um tema constante na Blogosfera.
- O Benfica serve de referência para os repórteres de trânsito: “Neste momento a fila chega ao Estádio da Luz!”
- O Benfica dá emprego! Pois sem o Benfica todos os órgãos de comunicação social não precisavam de tantos jornalistas, apenas para fazer reportagens ao SCP e FCP!
- O Benfica enriqueceu o vocabulário das senhoras: “Hoje o Benfica joga em casa!”
- O Benfica é razão de namoros acabarem e de violência doméstica!...
- Quando o Benfica ganha, faz uns quantos milhões felizes! E quando perde… também!!
Portanto o Benfica interfere directamente na vida e na felicidade do cidadão comum, e no sucesso de empresas e empresários!
Em conclusão:
O Benfica aumenta a qualidade de vida em Portugal!
O Benfica é qualidade de vida!
Analisando bem a coisa, até têm razão!
Vejamos:
- O Benfica é conhecido no mundo inteiro!
- O Benfica, quer ganhe ou perca, é a maior inspiração para as primeiras páginas dos jornais desportivos, para os críticos, para os cartoonistas… e conversas de café!
- O Benfica, quer ganhe ou perca, ajuda ao consumo; de jornais, televisão e até de minis e imperiais no café, pois é sempre motivo de conversa… de café!
- O Benfica é a razão de existirem clubes como Sporting CP e FC Porto!!
- O Benfica é a razão de a palavra “lampião” ter duplo significado.
- O Benfica é a principal inspiração quando os portistas cantam “Nós só queremos ver Lisboa a arder!”
- O Benfica serviu também de inspiração a Paulo Gonzo e aos UHF!
- O Benfica é um tema constante na Blogosfera.
- O Benfica serve de referência para os repórteres de trânsito: “Neste momento a fila chega ao Estádio da Luz!”
- O Benfica dá emprego! Pois sem o Benfica todos os órgãos de comunicação social não precisavam de tantos jornalistas, apenas para fazer reportagens ao SCP e FCP!
- O Benfica enriqueceu o vocabulário das senhoras: “Hoje o Benfica joga em casa!”
- O Benfica é razão de namoros acabarem e de violência doméstica!...
- Quando o Benfica ganha, faz uns quantos milhões felizes! E quando perde… também!!
Portanto o Benfica interfere directamente na vida e na felicidade do cidadão comum, e no sucesso de empresas e empresários!
Em conclusão:
O Benfica aumenta a qualidade de vida em Portugal!
O Benfica é qualidade de vida!
sábado, setembro 03, 2005
Vocabulário
Como dizem que somos pequeninos no dia em que fazemos anos, então neste dia do meu aniversário nada melhor que um texto sobre a educação das crianças.
Enquanto crianças os pais, familiares e educadores sempre nos ensinaram que dizer asneiras é feio, e então vá de nos ensinarem certas palavras para designar ou exprimir algo, e calhava-nos sempre uma repreensão quando utilizava-mos as palavras ou expressões que achavam menos correctas.
Mas desde quando é feio chamar o nome correcto ás coisas?!
Mas pronto, é claro que esses termos “fofinhos” e não ofensivos que os adultos insistem em ensinar aos pequenos, depressa saem do seu vocabulário, por força da sua entrada na escola, e ás vezes até antes!
Mas isto de não dizer palavrões é algo completamente impraticável! É o mesmo que tentar falar numa língua estrangeira e não saber a palavra ou expressão correcta para compor uma frase, ou pior ainda, fazer com que os outros não nos entendam.
Se uma criança tem um primo traquina que lhe partiu a cabeça, segundo a educação “como deve de ser”, diria:
“- O meu primo é mau porque partiu-me a cabeça!”
Mas quando tiver idade para entender que isso não se diz, então sim, utilizará o vocabulário correcto:
“- O meu primo é um filho da p*** porque fod**-me a cabeça!”
A entoação é logo outra!
E entre adultos? Como seria numa situação de conflito verbal?
“- Vai para a pilinha, ó traído pela mulher!”
E em resposta:
“- Vai para o pipi da tua mãe! Filho Daquela-que-está-à-beira-da-estrada-em-roupas-curtas-com-cores-que-nem-sempre-combinam-e-que-se-senta-à-sombra-numa-lata-de-tinta-de-25 litros-vazia-velha-e-amolgada!”
Sinceramente! Será que se consegue ofender alguém assim?!
As típicas discussões no trânsito e as conversas da malta das obras nunca seriam o que são hoje…
Enquanto crianças os pais, familiares e educadores sempre nos ensinaram que dizer asneiras é feio, e então vá de nos ensinarem certas palavras para designar ou exprimir algo, e calhava-nos sempre uma repreensão quando utilizava-mos as palavras ou expressões que achavam menos correctas.
Mas desde quando é feio chamar o nome correcto ás coisas?!
Mas pronto, é claro que esses termos “fofinhos” e não ofensivos que os adultos insistem em ensinar aos pequenos, depressa saem do seu vocabulário, por força da sua entrada na escola, e ás vezes até antes!
Mas isto de não dizer palavrões é algo completamente impraticável! É o mesmo que tentar falar numa língua estrangeira e não saber a palavra ou expressão correcta para compor uma frase, ou pior ainda, fazer com que os outros não nos entendam.
Se uma criança tem um primo traquina que lhe partiu a cabeça, segundo a educação “como deve de ser”, diria:
“- O meu primo é mau porque partiu-me a cabeça!”
Mas quando tiver idade para entender que isso não se diz, então sim, utilizará o vocabulário correcto:
“- O meu primo é um filho da p*** porque fod**-me a cabeça!”
A entoação é logo outra!
E entre adultos? Como seria numa situação de conflito verbal?
“- Vai para a pilinha, ó traído pela mulher!”
E em resposta:
“- Vai para o pipi da tua mãe! Filho Daquela-que-está-à-beira-da-estrada-em-roupas-curtas-com-cores-que-nem-sempre-combinam-e-que-se-senta-à-sombra-numa-lata-de-tinta-de-25 litros-vazia-velha-e-amolgada!”
Sinceramente! Será que se consegue ofender alguém assim?!
As típicas discussões no trânsito e as conversas da malta das obras nunca seriam o que são hoje…
quinta-feira, agosto 25, 2005
"Ca fador!!..."
Ainda durante este Verão que em breve termina, a quem gostarias de lavar os pés?
Aceitam-se opinanços...
Aceitam-se opinanços...
segunda-feira, agosto 22, 2005
LER, NÃO ESQUECER, DIVULGAR
É comprido mas importante.
A Indústria dos Incêndios
A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.
Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:
1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?
Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?
Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?
Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?
Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios?
Pode o país dar-se a esse luxo?
2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...
3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.
4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.
5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.
Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão.
O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...
Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?
Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.
Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.
Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:
1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.
2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).
3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores.
4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.
5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.
6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.
Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.
José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação
(habitual comentador na SIC)
A Indústria dos Incêndios
A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.
Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:
1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?
Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?
Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?
Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?
Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios?
Pode o país dar-se a esse luxo?
2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...
3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.
4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.
5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.
Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão.
O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...
Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?
Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.
Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.
Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:
1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.
2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).
3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores.
4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.
5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.
6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.
Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.
José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação
(habitual comentador na SIC)
sexta-feira, agosto 12, 2005
“Daqui Delta-Foxtrot: Não registo actividade, escuto…”
Atravessamos um período de calor e férias, e durante o mês de Agosto nem se paga portagem na Ponte 25 de Abril! E para não variar o próprio país também anda a meio-gás! Ainda mais!! Se é que isso ainda é possível, andar a meio-gás de meio-gás!!...
Infelizmente a única actividade registada é a dos incêndios que consomem o nosso património e bens, e a dos valentes Bombeiros que os combatem sem descanso. Uma palavra para todos eles.
É possível que se verifique também nas praias um ou outro arrastão balnear…
Mas todos sabemos que o Verão tem como consequências não só um acréscimo de mini-saias, tops e corpos bronzeados, mas também de preguiça e vontade de não fazer nada.
Assim sendo não é difícil entender que eu próprio também sou vítima desta fase “mais lenta”.
Portanto deixo o aviso para que não se estranhe uma menor actividade de textos aqui publicados durante algum tempo. E a justificação é fácil de entender:
- deficiente oxigenação cerebral devido à mistura de altas temperaturas / poluição atmosférica / elevados níveis de Ozono / cozinhados da minha vizinha;
- baixos impulsos eléctricos na massa cinzenta devido à referida moleza inerente ao calor;
- neurónios a menos devido ao facto da maioria estar em período de férias com os tomates de molho.
Infelizmente a única actividade registada é a dos incêndios que consomem o nosso património e bens, e a dos valentes Bombeiros que os combatem sem descanso. Uma palavra para todos eles.
É possível que se verifique também nas praias um ou outro arrastão balnear…
Mas todos sabemos que o Verão tem como consequências não só um acréscimo de mini-saias, tops e corpos bronzeados, mas também de preguiça e vontade de não fazer nada.
Assim sendo não é difícil entender que eu próprio também sou vítima desta fase “mais lenta”.
Portanto deixo o aviso para que não se estranhe uma menor actividade de textos aqui publicados durante algum tempo. E a justificação é fácil de entender:
- deficiente oxigenação cerebral devido à mistura de altas temperaturas / poluição atmosférica / elevados níveis de Ozono / cozinhados da minha vizinha;
- baixos impulsos eléctricos na massa cinzenta devido à referida moleza inerente ao calor;
- neurónios a menos devido ao facto da maioria estar em período de férias com os tomates de molho.
terça-feira, agosto 09, 2005
A febre
Não me vou referir à Febre de Sábado à Noite, mas sim à de Segunda, Terça, Quarta, e todos os restantes dias da semana, seja de dia, seja de noite.
A puta da febre é chata! Para além de aquecer a cachola a um gajo ainda traz efeitos parvos, tais como a sensação de ter sido atropelado por um desses carrinhos dos velhos reformados, que para conduzi-los nem é necessário carta de condução! Dá um peso extra na cabeça, parecendo que andamos como as pretas com um balde de milho em cima da tola, dá uma sensação de moleza dando a ideia de se ter andado com directas durante dias seguidos, e como se não bastasse dá-nos um aspecto pálido e de refugiado do Kosovo.
Para quem gosta de ter um aspecto civilizado, um período de febre é o que não se quer.
Acho que quem inventou a febre, algures há séculos atrás, devia ser muito invejoso e queria as gajas todas para si, pois um gajo com, ou após, ter tido febre não tem propriamente uma aspecto que agrade às gajas.
Só inventam merda!
Cada vez gosto mais dos animais.
A puta da febre é chata! Para além de aquecer a cachola a um gajo ainda traz efeitos parvos, tais como a sensação de ter sido atropelado por um desses carrinhos dos velhos reformados, que para conduzi-los nem é necessário carta de condução! Dá um peso extra na cabeça, parecendo que andamos como as pretas com um balde de milho em cima da tola, dá uma sensação de moleza dando a ideia de se ter andado com directas durante dias seguidos, e como se não bastasse dá-nos um aspecto pálido e de refugiado do Kosovo.
Para quem gosta de ter um aspecto civilizado, um período de febre é o que não se quer.
Acho que quem inventou a febre, algures há séculos atrás, devia ser muito invejoso e queria as gajas todas para si, pois um gajo com, ou após, ter tido febre não tem propriamente uma aspecto que agrade às gajas.
Só inventam merda!
Cada vez gosto mais dos animais.
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